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O que minha filha aprendeu viajando?

Blogagem Coletiva, Brasil, Mundo , , , , 36 Comments

Quando eu engravidei da Beatriz, muita gente falava que agora iria acabar as viagens porque com filho pequeno complica. Eu pensava: “Deus me livre!” e já tinha conversado com o marido que nossa pequena iria se adaptar à nossa rotina de passeios, sendo por perto ou longe.

Na verdade eu fui criada assim. Quando criança não tinha condições financeiras para passear muito nem para lugares distantes, mas não tinha um feriado sequer que não aproveitávamos para uma fugidinha nem que fosse para Minas com o objetivo de visitar os parentes (viu porque eu amo Minas demais!!!).

O que minha filha aprendeu viajando

Já teve Ano Novo que não tínhamos para onde viajar que meu pai resolveu às 7 horas da noite que íamos para Muriqui ver os fogos e, lá fomos nós…pegamos a estrada, jantamos à beira da praia, vimos os fogos e voltamos para casa. Então, essa vida de junta as malas e vamos lá sempre esteve em mim.

Aprendi muita coisa durante as viagens em família e depois com os amigos e sempre quis passar isso para minha filha. Mas afinal, o que Beatriz aprendeu viajando conosco desde os 3 meses de vida?

Como esse foi o tema votado por blogueiros de viagem em família para comemorar o Dia das Mães inspirando outras famílias, parei para pensar no assunto e analisar as situações para escrever. Separei cinco coisas que considero os mais importantes ensinamentos que estou passando para minha filha durante esses 5 anos de viagem dela, seja para perto ou longe, de carro ou de avião, para resorts ou hostels.

Claro que esses ensinamentos dependem da idade da criança, pois daqui a alguns anos, ela terá aprendido outras coisas durante nossas andanças. Como até agora foram os primeiros anos da infância, acredito que esses itens são de importante aprendizado.

Nós já participamos de outras Blogagens Coletivas também, veja aqui:

 

#1 – Aprender a frequentar todo tipo de lugar

Criança é criança em todo lugar e em qualquer parte do mundo existem crianças. Isso é fato! Porém as culturas são diferentes e cada família educa seus filhos de acordo com a cultura que ela está inserida.

Para quem viaja com crianças, precisa ajudá-la a compreender que em cada local há um comportamento socialmente adequado para ter. Por exemplo, em um parque a céu aberto pode correr e brincar, mas dentro de uma igreja não. E isso deve ser ensinado no dia a dia, começando com o exemplo de comportamento que a família tem.

Fiquei muito feliz ao visitar por exemplo, as igrejas históricas de Ouro Preto e perceber Beatriz prestando atenção nas explicações do guia (e nos perguntando tudo) sobre o que estávamos vendo na igreja. Claro que, do jeitinho de uma criança de 4 anos ela prestava atenção e perguntava curiosa sobre cada pedacinho da igreja que era explicado pelo guia. Mas o comportamento era de ter orgulho, em silêncio, perguntando bem baixinho no nosso ouvido e aguardando as respostas nos momentos oportunos.

Turistando em Ouro Preto MG
Turistando em Ouro Preto MG

Mas como ela teve esse comportamento? É uma criança diferente das outras? Não. Ela é igual e adora uma bagunça, porém já está acostumada a frequentar lugares que precisa ficar quieta e prestar atenção em explicações. Fomos ensinando isso para ela.

Esse foi um dos exemplos que temos observado nesses 5 anos de viagem em família e tenho muito outros. Acredito que o importante seja orientar as crianças nos comportamentos adequados ao local e proporcionar uma atividade interessante para elas nesse momento. Inseri-las no que está acontecendo e no que vamos fazer.

#2 – Acostumar a comer o que tem para comer

Quando a gente fala em viagem com crianças, uma das grandes preocupações de toda família é a alimentação. E essa também é minha preocupação! Até porque a Beatriz sempre foi uma criança “quase” no peso ideal e a luta para comer uma quantidade relevante sempre aconteceu. Ela come variedade, mas em quantidades muito pequenas.

Enquanto ela era bebê eu levava mamadeiras, papinhas, frutas e tentava hospedagem em apart hotéis para que pudesse cozinhar uns legumes e verduras. Sempre deu certo!

Depois que ela começou a comer realmente (por volta de 1 ano de idade), fui oferecendo tudo que ela pudesse comer para ter uma variedade maior de possibilidades durante a viagem. Por exemplo, ela sempre amou macarrão (e ele nos salva em todas as viagens), então eu oferecia macarrão com molho vermelho, macarrão à bolonhesa, macarrão sem molho só com azeite e diferentes tipos de pastas. Isso me ajudou que ela chega no restaurante e come qualquer tipo de massa com qualquer molho que tiver.

Feijão é nosso grande amigo e vilão ao mesmo tempo. Aqui em casa, nós amamos feijão e ele está presente na nossa alimentação diariamente. Quando viajamos para fora do país isso fica complicado porque sabemos que a cultura é outra. Então, confesso que relaxo! Ela come o que tem para comer e vou complementando com lanchinhos que carrego, principalmente frutas e sanduiches naturais. Penso sempre: são só alguns dias e ela não vai morrer por isso!

Podem me crucificar, mas é assim que levo a alimentação durante as viagens e tem dado certo.

Achamos arroz e feijão no Epcot
Achamos arroz e feijão no Epcot

 

Almoço no Magic Kingdom
Almoço no Magic Kingdom

 

 

#3 – Estabelecer e respeitar os horários e necessidades básicas da criança

Um dos princípios de paz em viagens com crianças é respeitar os horários das necessidades básicas delas. Não adianta levar uma criança para conhecer um museu e querer que ela fique quieta se está no horário de refeição ou de sono dela.

Como sou eu quem faço nossos roteiros de viagem, tenho um certo cuidado em programar as atividades de maneira a respeitar horários de alimentação, sono, banheiro etc. Por exemplo, quando visitamos Paris tive o cuidado de colocar alguns museus pouco interativos para o roteiro após o almoço e explicava para Beatriz que era hora dela descansar porque depois iríamos passear em um lugar mais interessante para ela e que aquele museu era mais para adultos.

O carrinho é um grande companheiro nessas viagens, principalmente aquelas que sabemos que vamos andar muito (como na Disney mês passado). Beatriz já acostumou a tirar a sonequinha dela no carrinho e acorda bem disposta depois disso.

Quando sei que é horário de alimentação, paramos o que estamos fazendo e vamos comer. Depois retornamos para a atividade.

Dessa maneira, a criança aprende que está sendo respeitada e que tem os horários certos para cada coisa.

Dormindo na praia em Floripa
Dormindo na praia em Floripa
Hora de mamar é hora de mamar
Hora de mamar é hora de mamar

#4 – Incentivar o aprendizado e a programação da viagem

Viajar é um aprendizado constante para todos nós, imagine para as crianças que são grandes observadoras do mundo. A curiosidade infantil é tão interessante porque elas ficam interessadas em cada detalhe se for incentivado por nós, famílias.

Na nossa viagem para Londres, por exemplo, mostrei pela internet o que iríamos ver na cidade, alguns pontos turísticos etc. Quando chegou lá ela parecia que tinha feito o roteiro comigo, mostrava apontando o Big Ben (“Olha o relógio do Ben mamãe rsrsrs), a London Eye (“Olha aquela roda gigante que vimos no celular mamãe”) e em Paris a grande atração do Museu do Louvre ela já sabia e estava ansiosa para conhecer a Monalisa, tanto que trouxe um imã para colocar no quarto dela.

Claro que, quando as crianças são muito pequenas essas percepções são menores e mais sutis e com o passar do tempo, vão ficando mais apuradas. Contudo, é um aprendizado que ensinamos para as crianças desde cedo.

Beatriz feliz ao ver a tão esperada Monalisa no Museu do Louvre
Beatriz feliz ao ver a tão esperada Monalisa no Museu do Louvre

#5 – Conhecer novas culturas

Conhecer novas culturas é a grande conquista de quem viaja! Como disse no início desse post, cada família educa seus filhos de acordo com a cultura que pertence e, nós como viajantes visitantes do local, devendo buscar conhecer e respeitar cada uma delas.

O interessante de viajar é perceber o que aquele local tem para nos mostrar e ensinar. Quando viajamos pelo Brasil, podemos observar as diferenças culturais nos sotaques, na culinária, no jeito de tratar as pessoas, mas a essência do povo é a mesma.

O Brasil é um local de culturas múltiplas que tem muito a ensinar para todos nós os princípios de respeito às diferenças e cordialidade. Esses princípios ensinamos para nossos filhos durante as viagens porque o maior modelo que eles têm é nosso comportamento diante das situações.

Criança faz amizade fácil! Criança ama outras crianças, independentemente do local do mundo que esteja! Basta mostrar para ela que respeito e amor são bases para qualquer relacionamento em qualquer lugar do mundo.

santiago2

Bem, acho que são esses os principais aprendizados da minha filha durante essas andanças por aí e espero que minhas observações estejam certas, porque eu acredito que este seja o caminho.

Que essas aprendizagens sirvam de inspirações para outras famílias que ainda duvidam que viajar é um grande ensinamento para as crianças.

Abraços e até a próxima!

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Esse post faz parte de uma blogagem coletiva, onde outros blogs de viagem em família estão participando. Veja aqui todos os posts participantes dessa blogagem e se inspire:

 
 
 
 
 
8- TripBaby
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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